Pular para o conteúdo principal

SINDROME DO X FRÁGIL


SINDROME DO X FRÁGIL






Luiza Felippi RA  1920510655 
Raphael Simões RA 2010512447
Camilla Albuquerque RA 2010512641
Ana Manuela RA 2010512773




Você já ouviu falar dessa doença? 
Não?
Muito bem, então vamos conhecer um pouco sobre essa rara síndrome!
Em 1943, Julia Bell e J. Purdon Martin, descreveram no artigo "A pedigree of mental defect showing sex-linkage” (caso tenha interesse, pode ler o artigo, em inglês, aqui: https://jnnp.bmj.com/content/jnnp/6/3-4/154.full.pdf), sobre uma aparente união entre a deficiência mental e os genes sexuais, mostrando que a deficiência intelectual ou retardo mental era possível de ser passado de mães saudáveis (porém portadoras) para apenas filhos do sexo masculino, raramente atingindo filhas. 
Novos estudos descobriram que a Síndrome do X Frágil, também conhecida como Síndrome de Martin-Bell ou Síndrome de Escalante, é uma doença genética e hereditária rara, ligada ao cromossomo sexual X, sendo conhecida como a causa mais frequente de deficiência intelectual ou retardo mental e transtornos comportamentais, que afeta meninos e meninas, porém, em pessoas do sexo masculino, apresenta-se de forma mais grave, pois é atribuída ao fato de possuírem apenas um cromossomo X, enquanto que  as mulheres, por apresentarem dois cromossomos X, o sadio equilibra o outro. 
Devido a repetições exacerbadas em um seguimento especifico do DNA (a trinca CGC), é que ocorre a Síndrome do X frágil. Essa anormalidade desabilita o gene FMR1 (Fragile X Mental Retardation 1), criando assim um impedimento na produção da proteína FMRP (proteína de retardo mental X frágil, frequentemente encontrada no cérebro, é a proteína essencial para o desenvolvimento cognitivo normal e a função reprodutiva feminina); com a perda da proteína ocorre uma interrupção de algumas funções do sistema nervoso, causando a síndrome.
Após sua descoberta, o exame do cariótipo (conjunto de cromossomos) era usado para saber se uma pessoa era ou não portadora da síndrome, e nele era revelado um aperto no final do braço longo do cromossomo X, seguido por fino cordão de material genético, razão pela qual a síndrome foi considerada primeiramente como uma anormalidade cromossômica. Porém esse “defeito” estrutural não aparece quando usadas técnicas modernas de exame, e por essa razão a síndrome do X frágil é agora considerada uma doença de um único gene, e não uma anomalia cromossômica.


Conhecida como a segunda causa mais comum de deficiência intelectual por motivos genéticos, perdendo apenas para a primeira que é afitar as mãos;* Alguns portadores podem ter convulsões.Os diagnósticos para essa síndrome não pode ser baseado apenas no quadro clínico, uma vez que as características físicas podem ser leves ou ausentes. Assim o teste de DNA FMR1, deve ser realizado em todos os pacientes com deficiência ou autismo intelectual e transtornos comportamentais. Existe também o diagnóstico diferencial que serve para incluir outras deficiências intelectuais ligadas ao X, como a Síndrome de Sotos, a Síndrome alcoólica fetal ou autismo idiopático.Após o diagnóstico, é muito importante que seja dado início ao tratamento, pois mesmo que ele não leve à cura, trará uma melhora na qualidade de vida do portador. O tratamento possui como objetivos a socialização do portador e uma melhora de seu aprendizado, realizado por diferentes profissionais em uma abordagem interdisciplinar, tais como neurologistas e fonoaudiólogos, sendo possível utilizar terapias (de fala e interação) para tratamento das deficiências de aprendizagens. O uso de medicamentos (sedativos, relaxantes musculares, antipsicóticos, medicamentos que tratem a cognição e vitaminas.) também é associado ao tratamento para melhorar os transtornos de humor e ansiedade.a síndrome de Down, a síndrome do X-Frágil corresponde à metade dos casos de deficiência intelectual ligados ao cromossomo X. Normalmente afeta o desenvolvimento intelectual do portador e a deficiência mental varia de mediana a profunda. Os sintomas e características físicas podem variar de intensidade conforme a idade dos pacientes. Os sintomas mais característicos são:

* Deficiência intelectual ou dificuldades no aprendizado; 

* Déficit de atenção com ou sem hiperatividade;

* Atraso para começar a caminhar/engatinhar;

* Atraso para começar a falar e ao falar, repete e confunde as informações;

* Dificuldade em manter o olhar ao falar com alguém;

* Alta estatura;

* Face alongada e mandíbula proeminente;

* Orelhas grandes e em forma de abano;

* Testículos grandes;

* Articulações mais flexíveis que o normal (Hiperextensibilidade);

* Mania de morder as mãos (a ponto de causar ferimentos);


Os diagnósticos para essa síndrome não pode ser baseado apenas no quadro clínico, uma vez que as características físicas podem ser leves ou ausentes. Assim o teste de DNA FMR1, deve ser realizado em todos os pacientes com deficiência ou autismo intelectual e transtornos comportamentais. Existe também o diagnóstico diferencial que serve para incluir outras deficiências intelectuais ligadas ao X, como a Síndrome de Sotos, a Síndrome alcoólica fetal ou autismo idiopático.
Após o diagnóstico, é muito importante que seja dado início ao tratamento, pois mesmo que ele não leve à cura, trará uma melhora na qualidade de vida do portador. O tratamento possui como objetivos a socialização do portador e uma melhora de seu aprendizado, realizado por diferentes profissionais em uma abordagem interdisciplinar, tais como neurologistas e fonoaudiólogos, sendo possível utilizar terapias (de fala e interação) para tratamento das deficiências de aprendizagens. O uso de medicamentos (sedativos, relaxantes musculares, antipsicóticos, medicamentos que tratem a cognição e vitaminas.) também é associado ao tratamento para melhorar os transtornos de humor e ansiedade.




Se gostou e ficou interessado em saber mais sobre essa síndrome, faz uma visita ao site https://www.eudigox.com.br/ que tem mais informações!


Fontes:


Fonte Imagens

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Síndrome de Klinefelter

 A síndrome de Klinefelter é uma condição genética em que um homem nasce com uma cópia extra do cromossomo X. Pode, também, ser chamado como Síndrome 47 ou XXY. Essa síndrome leva esse nome graças ao seu descobridor Harry Klinefelter, que registrou e descreveu o primeiro caso em 1942. Ao contrário do que pode parecer, a síndrome de Klinefelter não é uma síndrome rara. Aproximadamente 1 em cada 660 pessoas do sexo masculino possui. Essa síndrome, na grande maioria das vezes, ocorre por causa de uma cópia extra do cromossomo X em cada célula. Porém, não é uma doença hereditária. A falha genética que leva à doença ocorre durante a formação do ovo, esperma ou, ainda, após a fecundação. Ela é, geralmente, causada por aquilo que é chamado de não-disjunção. Acontece quando uma par de cromossomo sexuais não se separa durante a formação do óvulo ou do esperma. Não há fatores de risco conhecido para essa síndrome, já que trata-se de uma doença de causas genéticas. Porém, para uma frequênc...

SÍNDROME DE COCKAYNE

Centro Universitário Ruy Barbosa Campus: Paralela Bases biológicas do comportamento Professora: Pricila Magalhães Componentes da equipe: Ana Luiza Araújo - RA: 1920530457 Armandina Trindade - RA: 1920530515 Joana Kelvia Barbosa - RA: 1920530841 Juciele Medeiros - RA: 1920530577            SÍNDROME DE COCKAYNE        Fala galera, tudo bom com vocês?  Então, nesse clima chuvoso e de quarentena, conhecimento nunca é demais, né? Hoje o assunto do nosso blog é um tema que é pouco conhecido e talvez até mesmo pouco comentado pelas pessoas... Aqui vamos te contar um pouco sobre a Síndrome de Cockayne! https://doencasneurologicas.blogs.sapo.pt/5109.html MAS, VOCÊ SABE O QUE É ESSA SÍNDROME? A síndrome de Cockayne é considerada uma doença rara , ou seja, pouco vista na sociedade. Ela geralmente leva as crianças à morte por volta dos 6 anos de idade e é herd...

Parasitologia- Grávidas e Puérperas e doenças parasitárias

GRUPO : Caio César Silva                 Laina Santana                 Raissa Silva GESTANTES E PUÉRPERAS, VOCÊS CONHECEM, JÁ TIVERAM, OU CONHECEM OUTRAS MULHERES, QUE CONTRAÍ RAM LOMBRIGA OU BOCHA (ASCARIS LUMBRICOIDES)? AGENTE ETIOLÓGICO– É uma verminose (doença) causada pelo parasita ascaris lumbriose (lombriga/bocha). O habitat do verme é o intestino delgado. EPIDEMIOLOGIA – As maiores ocorrências são no Sul e Sudeste do Brasil. O verme é favorecido pelo clima, falta de saneamento básico e baixo desenvolvimento socioeconômico (pessoas de baixa renda). SINTOMAS – Dependendo do órgão atingindo pode causar dor de barriga, diarreia, náuseas, falta de apetite e perda de peso. Em caso de super infestação do verme, pode acontecer uma obstrução intestinal (intestino preso). Se contaminar vias respiratórias os sintomas são tosse, catarro com sangue ou crise de asma. CAUSA – A ...